Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean defendem imigrantes na noite dos Grammy
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A cerimônia do Grammy Awards virou palco de protestos políticos nesta semana, com artistas usando discursos de agradecimento e aparições no tapete vermelho para criticar as ações da agência de imigração dos Estados Unidos, o ICE, e manifestar apoio a imigrantes.
Durante a premiação, Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean foram alguns dos nomes que transformaram a vitória em mensagem política. Outros artistas, como Justin Bieber e Kehlani, chamaram atenção ao surgir no tapete vermelho com broches estampando a frase “ICE out”, slogan que também marcou protestos recentes em diversas cidades americanas.
Ao receber o prêmio de Canção do Ano por “Wildflower”, gravada em parceria com o irmão Finneas, Billie Eilish afirmou que “ninguém é ilegal em uma terra roubada” e incentivou o público a continuar protestando. Em um momento mais incisivo, a cantora encerrou o discurso com um xingamento direcionado ao ICE, trecho que teve o áudio cortado pela emissora CBS na transmissão ao vivo. A artista já havia sido alvo de críticas do Departamento de Segurança Interna, comandado por Kristi Noem, após publicações contra a agência nas redes sociais.
Bad Bunny também usou o palco para se posicionar. Ao vencer na categoria Melhor Música Urbana com “Debí Tirar Más Fotos”, declarou: “Antes de agradecer a Deus, quero dizer: fora com o ICE”. A fala foi recebida com aplausos de pé. Em seguida, o cantor ressaltou que imigrantes “não são animais nem alienígenas, são humanos”, defendendo que o enfrentamento ao ódio deve ocorrer “com amor”. Mais tarde, ao conquistar o prêmio de Álbum do Ano, discursou majoritariamente em espanhol e dedicou uma frase em inglês às pessoas que deixam seus países em busca de oportunidades.
Na mesma linha, Olivia Dean, vencedora como Artista Revelação, destacou suas origens familiares ao subir ao palco. “Estou aqui como neta de imigrantes. Sou fruto da coragem deles”, afirmou. “Não somos nada uns sem os outros”, completou.
Além dos vencedores, outros nomes da música, como Hailey Bieber, Joni Mitchell, Finneas e Amy Allen, também se manifestaram publicamente contra o ICE ao longo da noite. A 68ª edição do Grammy foi realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles, e ficou marcada não apenas pelas premiações, mas pelo tom político adotado por parte significativa dos artistas presentes.
A produção premiada é umregistro da turnê dos dois artistas. A conquista coroou o momento artístico marcado por reencontros afetivos com o público e pela reafirmação da força da canção brasileira no cenário internaciona
EUA entram em shutdown parcial do governo por impasse orçamentário
Paralisação ocorre no meio de um clima político tenso, marcado por protestos contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE) e um embate no Congresso sobre como financiar e fiscalizar agências de segurança interna
- Por Por Eliseu Caetano, dos Estados Unidos
- Por Jovem Pan

O governo federal dos Estados Unidos entrou oficialmente em uma paralisação orçamentária parcial na madrugada deste sábado, 31 de janeiro, após o Congresso não aprovar a lei de financiamento antes do prazo legal de 23h59 de sexta-feira.
Essa paralisação ocorre no meio de um clima político tenso, marcado por protestos contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE) e um embate no Congresso sobre como financiar e fiscalizar agências de segurança interna – em especial o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o ICE.
O Congresso precisava aprovar as doze leis de financiamento anual (“appropriations bills”) antes do fim de janeiro de 2026 para manter o governo funcionando.
Embora a Câmara dos Representantes tenha aprovado um pacote de leis no dia 22 de janeiro que incluía medidas de financiamento para diversos setores, o acordo desmoronou nos dias seguintes por causa de controvérsias sobre a parte que financia o DHS e, em particular, o ICE.
As negociações entre democratas e republicanos falharam em produzir um texto que pudesse passar no plenário antes do prazo final.
Como resultado, o dinheiro para cerca de metade dos departamentos federais deixou de ser liberado à 0h01 do dia 31, dando início à paralisação.
O que significa “paralisação orçamentária”
Uma paralisação parcial do governo nos EUA ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento a tempo, criando um “vazio legal” no financiamento de agências federais.
Durante esse período:
• Agências sem financiamento vigente suspendem operações consideradas não essenciais.
• Servidores dessas agências podem ser colocados em licença sem salário (furlough).
• Departamentos e funções consideradas essenciais continuam trabalhando, muitas vezes sem pagamento até o fim do impasse.
Este mecanismo é previsto pela lei orçamentária americana e costuma acontecer em momentos de impasse político entre o Congresso e o governo.
O que está parado e o que segue funcionando
Agências com financiamento interrompido(Há um atraso até que o Congresso aprove o orçamento ou uma resolução temporária)
• Departamento do Tesouro (State, Treasury)
• Defesa (em parte)
• Agências de transporte e infraestrutura
• TSA (Segurança de Transporte)
• FEMA e outros serviços não garantidos por lei suplementar
Essas áreas terão operações interrompidas ou limitadas até que o orçamento seja aprovado.
Agências que continuam operando (Por estarem já financiadas ou consideradas essenciais)
• Veterans Affairs (Assuntos dos Veteranos)
• Agricultura, Justiça, Saúde e EPA [dependendo do status de financiamento anterior]
• Serviços considerados essenciais (por exemplo, forças armadas em atividade, policiamento federal com recursos já garantidos)
Especialistas ressaltam que, neste caso, muitas operações federais podem não sofrer grandes interrupções imediatas se o Congresso conseguir aprovar o orçamento nos próximos dias ou estender temporariamente o financiamento.
O papel da disputa sobre o DHS e o ICE
A paralisação parcial está diretamente ligada às negociações sobre financiamento e restrições ao Departamento de Segurança Interna (DHS) – um ponto altamente politizado no atual cenário político americano.
Nos últimos dias, lideranças democratas no Senado ameaçaram bloquear o financiamento do DHS e do ICE até que fossem incluídas regras mais rígidas de supervisão e transparência sobre operações de agentes de imigração, em resposta a mortes de civis durante ações desses agentes.
Esse impasse sobre o DHS foi um dos principais motivos que impediu a conclusão do pacote de financiamento antes da data-limite e desencadeou a paralisação parcial.
Retorno do Congresso
Muitos analistas esperam que a Câmara dos Representantes e o Senado retomem as negociações na segunda-feira seguinte (2 de fevereiro), com a possibilidade de aprovar um pacote de financiamento ou uma resolução temporária para encerrar a paralisação.
Caso o impasse se prolongue, poderá haver efeitos mais visíveis, incluindo atrasos em serviços federais, pagamento de servidores, processamento de contratos e potenciais efeitos sobre viagens, segurança interna e serviços públicos.
A demanda por maior supervisão das agências de imigração segue sendo um tema central das negociações orçamentárias.
Schumacher não sabe que é heptacampeão mundial de F1, revela ex-companheiro de equipe em atualização rara
História de Notícias ao Minuto Brasil
Msn

Mais de uma década após o grave acidente de esqui que mudou completamente sua vida, Michael Schumacher segue com o estado de saúde cercado por discrição, mas novas informações ajudam a traçar um quadro mais detalhado de sua condição atual. Segundo Riccardo Patrese, ex-piloto italiano que foi companheiro de equipe do alemão na Benetton em 1993, o heptacampeão mundial de Fórmula 1 já acordou e apresenta avanços físicos, como a capacidade de se sentar, embora não tenha recuperado totalmente a consciência e nem mesmo recorde da sua trajetória histórica no automobilismo.
As informações compartilhadas por Patrese não são recentes. Ele afirma ter tomado conhecimento do quadro há cerca de seis anos, por meio de amigos próximos, já que não tem autorização para visitar Schumacher desde o acidente ocorrido em dezembro de 2013. "Recebi a notícia, por meio de um amigo, de que ele estava melhorando. Mas eu nunca o encontrei desde o acidente", disse Patrese ao site Hochgepokert, em entrevista que ganhou repercussão internacional nesta sexta-feira (30), sendo reproduzida por veículos como Daily Mail e The Mirror. Segundo ele, "Nunca fui até lá, mas disseram que ele consegue ficar sentado, observar e fazer contato com os olhos".
No início desta semana, o Daily Mail já havia informado que Schumacher não estaria mais restrito à cama. De acordo com fontes próximas à família, o ex-piloto utiliza uma cadeira de rodas e conta com o suporte constante de fisioterapeutas, enfermeiros e pessoas próximas. Ainda segundo o jornal britânico, Schumacher alternaria períodos entre suas residências localizadas na Espanha e na Suíça. Patrese confirmou esse cenário, mas fez questão de ressaltar que essa condição não representa uma mudança recente no quadro clínico.
"Depois das primeiras melhoras, meu conhecimento sobre a saúde dele é de que ele está na situação que descreveram nesta semana. Ele está em seu próprio mundo, mas reconhece as pessoas ao redor dele, rostos familiares. Tenho certeza de que ele não sabe que é um heptacampeão mundial", afirmou o ex-piloto. Ele também demonstrou cauteloso otimismo ao comentar a evolução do amigo: "Ele segue conosco e só podemos esperar que melhore. Estamos realmente esperançosos, a cada dia ele faz um pouquinho mais. Fico muito feliz em saber que o Michael está melhorando, mas, pelo que sei dessa situação, nada mudou nos últimos anos".
Patrese relembrou ainda o período imediatamente posterior ao acidente, quando tentou se aproximar da família. Pouco depois do ocorrido, ele chegou a se oferecer para visitar Schumacher, mas a iniciativa foi recusada por Corinna Schumacher, esposa do ex-piloto, que optou por manter a recuperação em ambiente restrito e reservado.
"Nós éramos muito bons amigos. Aí chegou o Natal. Eu soube do acidente. Ninguém sabia o quão grave era. Então mandei uma mensagem para o telefone dele: 'Está tudo bem, Michael?'. Infelizmente, não houve resposta. Naquele momento eu soube que o problema era grande e, a partir dali, tudo mudou, e esse foi o último contato que tive com ele. Me ofereci para ajudar, para ver se faria diferença se eu fosse visitá-lo. Mas eles preferiram ficar sozinhos", contou Patrese.
Desde então, a família mantém absoluto controle sobre as informações relacionadas à saúde de Schumacher, reforçando uma postura de privacidade que permanece até hoje.
Vírus letal que inspirou filme ‘Contágio’ tem novo surto na Índia
Infecção ataca o cérebro e pode acabar levando a pessoa infectada ao coma
- Por Fernando Keller
- Por Jovem Pan

Cinco casos do vírus Nipah (NiV) foram confirmados na Índia, segundo comunicado do governo tailandês, deixando o país em alerta e forçando o governo a entrar em estado de quarentena. A infecção ataca o cérebro e pode levar a pessoa ao coma.
Dois casos foram registrados em enfermeiros do Hospital in Barasat em Bengala Ocidental, segundo o jornal britânico ‘The Telegraph’. Um dos enfermeiros ficou em coma, e ambos os profissionais teriam se infectado por um outro paciente com sintomas respiratórios agudos, que morreu antes dos testes da doença serem realizados. 180 pessoas foram testadas e 20 pessoas foram colocadas em quarentena.
O comunicado pede que as pessoas lavem “bem as frutas antes do consumo e lavando as mãos com sabão após manusear animais, carne ou carcaças, especialmente morcegos, porcos, cavalos, gatos, cabras e ovelhas.”
A porta-voz adjunta do Gabinete do Primeiro-Ministro da Tailândia avisou que não foram registrados casos no país. O teste e para diagnosticar a doença é o RT-PCR, o mesmo da Covid-19.
O vírus foi inspiração para o filme “Contágio“, em que médicos investigam a origem de uma doença letal. O surto, usado como base do filme, aconteceu em 1999, na vila Sungai Nipah. 105 pessoas morreram, com 160 infectados. Também acabou com a economia local de porcos. Profissionais infectad.
Histórico
O vírus Nipah é uma infecção zoonótica transmitida de animais que pode ser transmitida de pessoa para pessoa ou alimentos contaminados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os sintomas inicias incluem febre, dor de cabeça, mialgia (dores musculares), vômitos e garganta inflamada. O quadro pode evoluir para tontura, sonolência, confusão mental.
Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver doença respiratória aguda até convulsões e encefalite (inflamação no cérebro), que podem levar ao coma de 24 a 48 horas.
Pode ser transmitida por animais e frutas, se infectadas previamente por urina e saliva de morcegos, como já ocorreu em Bangladesh e Índia. O período de incubação do vírus é de quatro a 14 dias. A maioria das pessoas se recupera, mas alguns ficam com sequelas devido à encefalite.
A quantidade de mortos pela infecção do Nipah é de 40 a 75% segundo a OMS, mas pode variar dependendo de como os casos são tratados.
A infecção não tem drogas especificas desenvolvidas para o tratamento.
Outros surtos
Os primeiros casos do vírus aconteceram em 1999, na Malásia e Singapura. Surgindo em fazendas de porcos na vila de Sungai Nipah. A Índia teve outros pequenos surtos da doença, além de Bangladesh, sem grandes repercussões.
Relógio do Juízo Final atinge pior marca em 80 anos
Boletim de Cientistas Atômicos aponta como grandes vilões os conflitos internacionais, o aquecimento global e a inteligência artificial
- Por Jovem Pan

O relógio do Juízo Final está em seu pior nível desde sua criação, 85 segundos para a meia-noite, conforme o Boletim de Cientistas Atômicos, publicado nesta terça-feira (27). Fundado em 1945, o grupo, que teve a participação de Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e cientistas da Universidade de Chicago que ajudaram a desenvolver a bomba atômica, lançou o relógio dois anos depois.
O objeto funciona como uma representação do fim da humanidade, ao atingir a meia-noite. A ideia era remeter a ideia do holocausto nuclear, ou seja, a destruição total da terra por bombas nucleares, que circulava o imaginário popular da época.
Segundo o comunicado publicado pela associação, a escala de conflitos internacionais, como Paquistão-Índia, Rússia-Ucrânia, e Israel e Estados Unidos atacando o Irã contribuíram para o resultado, colocando o planeta em risco nuclear.
O boletim também aponta o aumento do nível de CO2 na atmosfera como acelerador do fim da humanidade. O nível de dióxido de carbono atingiu 150% do percentual pré-industrial, um novo recorde.
A temperatura do planeta também aumentou, após 2024 ser o ano mais quente registrado em 175 anos, com temperaturas similares em 2025. Pela terceira vez nos últimos quatro anos, mais de 60 mil pessoas morreram pelo calor na Europa.
Trump e ONU
A publicação segue criticando as três últimas reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que o por não enfatizar o fim dos combustíveis fósseis ou monitoramento de emissões de carbono.
O governo de Donald Trump também é criticado por “declarar guerra a energia renovável e políticas climáticas sensíveis”. O texto também acusa o presidente americano de sabotar tentativas do país de combater as mudanças climáticas.
Inteligência artificial
O texto finaliza apontando que a inteligência artificial tem potencial para ser usada como ajudante para criar patogêneos que o corpo humano não teria como defender. O enfraquecimento das normas de produção de armas biológicas fomenta esse cenário, de acordo com o grupo.
A publicação reforça a crítica aos Estados Unidos ao citar que Trump revogou uma ordem executiva de segurança de IA, e fala que tanto o país como Rússia e China adotaram a IA em seus sistemas de defesa, apesar do risco dessas decisões.
O grupo analisa que o avanço tecnológico da IA pode acelerar o caos existente e a disfunção do ecossistema mundo, fomentando campanhas de desinformação e discursos como o ultranacionalismo ao redor do mundo.
Sugestões
No fim do texto, o grupo sugere que Estados Unidos e Rússia retomem as discussões sobre reduzir seus arsenais nucleares, além de discutir também com a China limitações para o uso da IA.
Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada por corrupção
Kim Keon-hee recebe pena de 1 ano e 8 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação e de um xamã em troca de favores para a organização
- Por Jovem Pan

O tribunal da Coreia do Sul condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama do país asiático, Kim Keon-hee, a um ano e oito meses de prisão por corrupção, após declará-la culpada de aceitar subornos da controversa Igreja da Unificação.
Kim foi sentenciada por aceitar, em 2022, presentes de luxo de um xamã e de membros da Igreja da Unificação em troca de favores para a organização, segundo determinou o Tribunal do Distrito Central de Seul em uma audiência transmitida ao vivo pela televisão. A sentença também contempla o pagamento de uma multa de cerca de US$ 9 mil.
A condenação contra Kim, a primeira contra uma ex-primeira-dama na história da Coreia do Sul, é consideravelmente menor que os 15 anos de prisão pedidos pelo Ministério Público, que também havia solicitado uma multa de mais de US$ 1 milhão.
Finalmente, o tribunal considerou Kim culpada apenas por aceitar alguns dos bens indicados pelos promotores. A ex-primeira-dama foi absolvida da acusação de financiamento político irregular, assim como da suposta manipulação de ações da Deutsch Motors, distribuidora local da BMW, entre 2010 e 2012.
Kim, em prisão preventiva desde agosto, enfrenta outros dois processos judiciais: um por seu suposto envolvimento no recrutamento em massa de membros da Igreja da Unificação para se filiarem ao então governista Partido do Poder Popular (PPP), e outro por supostamente aceitar presentes de luxo em troca de favores trabalhistas no governo.
A líder da organização, pejorativamente conhecida como “seita Moon”, Han Hak-ja, e o ex-chefe da sede global da igreja, Yun Yeong-ho, também enfrentam processos judiciais em meio a um crescente escrutínio no país asiático contra esta instituição, conhecida por seus casamentos coletivos, bem como por sua influência política e econômica internacional.
A decisão ocorre dias depois de o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk-yeol, ter sido sentenciado a cinco anos de prisão em um dos oito processos judiciais que enfrenta, metade deles relacionados à sua fracassada imposição da lei marcial em dezembro de 2024, que resultou em sua destituição.
*Com EFE
Brasileiro pega prisão perpétua por assassinar ex na Irlanda, diz jornal
Miller Pacheco foi condenado nesta sexta-feira (23) pela morte de Bruna Fonseca, ocorrida em Cork, no dia de Ano Novo de 2023
- Por Jovem Pan

O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (23) pelo assassinato de sua ex-namorada, Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi proferida no Tribunal Criminal Central, em Cork, na Irlanda. As informações são dos jornais locais The Irish Times e The Journal.
O assassino, natural de Formig, em Minas Gerais, estrangulou a vítima no apartamento dele nas primeiras horas de 1º de janeiro de 2023. O crime ocorreu pouco tempo após os dois terem se mudado para a Irlanda.
Júri rejeitou unanimemente a defesa de Pacheco, que alegava não ter tido a intenção de matar e que teria aplicado um golpe de “mata-leão” para se defender durante uma discussão. A acusação comprovou que a vítima sofreu asfixia por estrangulamento manual e apresentava mais de 65 lesões pelo corpo.
A juíza Siobhan Lankford destacou que o crime foi motivado pela recusa do réu em aceitar o fim do relacionamento. Bruna e Miller namoraram por cinco anos no Brasil, mas haviam terminado pouco antes do crime, já na Irlanda.
Depoimentos
Durante a audiência, familiares de Bruna prestaram depoimentos. Izabel Fonseca, irmã da vítima, descreveu o impacto da perda e afirmou que Bruna vivia um relacionamento marcado por “manipulação constante”. A família, que vestia camisetas com a foto da jovem, celebrou a decisão do tribunal.
Os advogados de Miller Pacheco informaram que ele não pretende recorrer da sentença e que expressou remorso à família da vítima. Bruna, que era bibliotecária e havia se mudado para a Europa em busca de novas oportunidades, foi sepultada em sua cidade natal, em Minas Gerais.
A Jovem Pan não conseguiu localizar a defesa do brasileiro. O espaço está aberto para manifestação.
